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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Nova presença Franciscana na Amazônia

Um percurso de alguns anos, com debates e reflexões em diferentes instâncias sobre o tema da Amazônia, levando em consideração a nossa presença histórica e os desafios atuais, nos impeliu a elaborar o projeto de uma presença renovada e com novas sensibilidades.
O nosso Capítulo geral de 2009 optou por assumir o compromisso de um Projeto Integral na Amazônia mediante o reforço da presença histórica, a criação de novas Fraternidades e uma rede de solidariedade em âmbito de toda a Ordem, da Família Franciscana e de outros grupos. Tal decisão capitular, de número 24, passou a ser denominado Projeto Amazônia e que se situa em meio a outras decisões de caráter claramente missionário.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

FRADES ELEGEM NOVO GOVERNO CUSTODIAL

"Viver o Dom do Evangelho na Amazônia". Este foi o tema que norteou as reflexões do Capítulo Custodial da Custódia São Benedito da Amazônia. Durante sete dias (04-11 de nov. 2010), os frades celebraram, avaliar ame planejaram a vida e a missão para o próximo triênio 2011-2013.

Este capítulo, que teve a presidência do Visitador Geral Frei Eduardo Metz. Neste foram eleitos os confrades para o novo governo Custodial.

Os frades capitulares elegeram:

Ministro Custodial: Frei Francisco de Assis Paixão, OFM
Vigário custodial
:Frei Gregorio Joeright, OFM

Conselho Custodial:

1º Conselheiro: Frei Edilson Rocha da Silva, OFM

Conselheiro: Frei João Messias da Silva Sousa, OFM

Conselheiro: Frei Valcy de Assunção Pinto, OFM

Conselheiro: Frei Florêncio Almeida Vaz Filho, OFM

Rezemos para que estes nossos irmãos desempenhem com ardor e paixão pelo Reino, este serviço de dedicação contínua e entrega aos irmãos, imbuídos da dinamicidade do Espírito vivificante.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

05 DE SETEMBRO - DIA DA AMAZÔNIA

Venho, por meio desta, lembrar todos os confrades e comunidades que no próximo dia 05 de setembro celebramos o “Dia da Amazônia”. Nesta data, como já combinado na última assembleia do SIFEM e a pedido da CFMB, devemos lembrar em nossas comunidades e suas celebrações do fim de semana mais próximo do dia 05 o nosso compromisso com a Amazônia e com toda a sua realidade, sobretudo, neste momento que gestamos novos projetos de presenças naquelas realidades, tanto em nível de CFMB quanto de UCLAF/OFM. Estes projetos precisam tornar-se realidade o quanto antes, pois tempo urge. Então devemos nos empenhar no compromisso e na disponibilidade de orações, irmãos e financeiro.

Por isso, o convite é que além das orações neste fim de semana, cada comunidade se empenhe em fazer ao menos uma coleta no próximo fim de semana que se reverta para o fundo das missões da CFMB na Amazônia que está sendo custodiado na Custódia de São Benedito da Amazônia.

1 – A importância da Amazônia para a Ordem dos Frades Menores

a) Peculiaridades da Amazônia: riqueza natural. "A Amazônia é um dos maiores, diversos, complexos e ricos biomas do mundo. Vista a partir do cosmo, a Amazônia pan-americana ocupa uma área de 7,01 milhões de Km² e corresponde a 5% da superfície da terra, 40% da América do Sul, 59% do Brasil. Contém 20% da disponibilidade mundial de água doce não-congelada e 80% da água disponível no território brasileiro. Abriga 34% das reservas mundiais de florestas e uma gigantesca reserva de minérios. Sua diversidade biológica de ecossistemas, espécies e germoplasma é a mais intensa e rica do planeta: cerca de 30% de todas as espécies de fauna e flora do mundo encontram-se nesta região. O sistema fluvial Amazonas-Solimões-Ucayally representa o mais extenso rio do mundo, com 6.671 Km; a bacia hidrográfica do rio Amazonas é constituída por cerca de 1.100 rios, e o rio Amazonas joga no Oceano Atlântico entre 200 a 220 mil metros cúbicos de água por segundo, o que representa 15,5% de toda água doce que entra diariamente nos oceanos" (CF 2007, 15).

Riqueza humana e cultural: A Amazônia conta com uma população de 23 milhões de habitantes, entre os quais 165 são povos indígenas e 65 povos são não contactados. Além da rica biodiversidade, nela se encontra uma rica diversidade cultural, lingüística e religiosa. Em particular os povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas vivem em harmonia com a natureza e mostram que é possível conviver com a floresta e os rios sem a necessidade de mercantilização e devastação.

b) Os desafios atuais: a Amazônia sofre os efeitos devastadores da lógica da mercantilização de todas as coisas. Ela desafia a recolocar a pessoa humana no “jardim”, a recuperar a sacralidade do cosmo e recriar as relações de reciprocidade e de fraternidade entre todas as criaturas. Os povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas carregam em si as sementes que nos ajudam a adquirir uma nova visão da vida.

A Amazônia é atualmente palco de no mínimo duas vertentes fundamentais de um novo colonialismo: o avanço do agronegócio, das mineradoras, das madeireiras e outros projetos de exploração que implicam numa ampla devastação e destruição das florestas, dos rios e das populações tradicionais; a privatização e apropriação de vastas áreas de florestas em vista do acúmulo de créditos de carbono e dos recursos genéticos, sendo que as populações ali existentes são pagas para conservar, porém lhes é tirada a condição de sujeito social (colonialismo verde). Junto se verifica o progressivo processo de privatização da água doce, uma rápida degradação do ambiente onde se localizam as principais nascentes dos grandes rios da bacia amazônica, a presença de rotas de tráfico de drogas, a invasão dos grupos econômicos com seus grandes projetos de exploração que forçam as populações a migrarem para os grandes centros urbanos, onde caem na miséria, na prostituição, nas drogas, etc.

c) A presença franciscana: os frades menores estão presentes nesta região desde o século XVI. Ao longo deste tempo a presença franciscana se manteve praticamente ininterrupta. A partir dos inícios do século XIX, esta presença se diversificou e ampliou com a vinda dos frades capuchinhos, da TOR e das congregações franciscanas femininas. Esta presença tem a característica de ser pouco numerosa e desarticulada entre si e predominantemente de missionários/as estrangeiros/as. A partir do século XX, a Igreja confiou grandes territórios de missão (Prelazias, Prefeituras e Vicariatos) aos franciscanos em seus diferentes ramos.

d) Lugar de missão franciscana: a Amazônia carrega em seu ventre sementes e paradigmas que significam o futuro do planeta e da humanidade. A sua imensa riqueza natural pode representar um ponto de equilíbrio no conjunto da nossa casa comum. A sua variada riqueza humana, cultural e religiosa pode contribuir para um novo estilo de vida em base à gratuidade, simplicidade, reciprocidade, dignidade, sacralidade, sentido da festa. Esta realidade nos desafia ao diálogo ecumênico, inter-religioso e inter-cultural.


Nós, a partir do carisma franciscano, podemos encontrar neste chão, condições favoráveis para resgatar muito da vitalidade das nossas origens: a visão da sacralidade de toda a criação, as relações de reciprocidade, de fraternidade, de não-apropriação das coisas e da terra, a austeridade, a itinerância e a mobilidade.

Por outro lado, somos desafiados a dar a nossa contribuição no que tange as realidades fundamentais: defesa e promoção da vida; valorização da diversidade cultural e aprendizagem dos processos de inculturação; acolhida da religiosidade popular; compromisso com a integridade da criação; sintonia e comunhão com a Igreja local na busca por encarnação na realidade e por uma evangelização libertadora.

Iluminados pelo Espírito do Senhor, inspirados pelo carisma franciscano e obedientes aos documentos da Igreja (Documento de Aparecida) e da Igreja da Amazônia (Documento “Discípulos Missionários na Amazônia”), sob a proteção de Nossa Senhora da Amazônia e sensibilizados pelos clamores dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, populações das periferias, migrantes e refugiados reafirmamos o nosso compromisso com a missão neste chão.
Quem nos convoca é o próprio Deus Trindade. Nossa resposta de frades menores, à luz dos sinais dos tempos, a serviço do Reino de Deus, é a de sermos fiéis discípulos e missionários de Jesus Cristo e fiéis a S. Francisco e seu/nosso carisma. Também, pedimos à Mãe de Deus que zele por todos os povos da Amazônia. Ela, que é a estrela da evangelização, guie os nossos passos no caminho do Reino: Mãe Nossa, protegei a família brasileira e latino-americana e ajudai-nos a fazer tudo o que o vosso Filho nos disser. Amém!

Frei Fernando Ap. dos Santos, OFM
Coordenador do SIFEM/CFMB

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

REGIONAL NORTE 2 REALIZA 1º CONGRESSO REGIONAL PARA CATEQUISTAS

Acontece em Belém (PA), de 3 a 5, o 1º Congresso Regional para Catequistas, e tem como tema a “Iniciação da vida cristão” e o lema “Encontramos o Cristo”.

Segundo a coordenadora da Pastoral da Catequese, Maria de Belém Cardoso, a iniciativa foi tomada a partir de direções apresentadas no ano passado para o Regional Norte 2 da CNBB (Amapá e Pará), em São Paulo, na 3ª Semana de Catequese. Maria explica ainda que o evento não é aberto ao público por priorizar a formação de coordenadores e catequistas de pastorais que já desenvolvem um trabalho de evangelização.

A abertura do Congresso acontecerá no dia 3, com uma missa presidida pelo arcebispo de Belém (PA), dom Alberto Taveira, no Colégio Madre Teresa, na Avenida Augusto Montenegro, bairro da Castanheira.

Fonte: CNBB

DIOCESE DE SANTARÉM SEDIA 1º CONGRESSO DA PASTORAL FAMILIAR DO OESTE DO PARÁ

“Família Igreja Doméstica, lugar seguro para viver o amor”. Esse é o tema do 1º Congresso da Pastoral Familiar do Oeste do Pará., que acontece entre os dias 10 e 12 de setembro, em Santarém (PA). O encontro deve reunir aproximadamente 300 representantes da Pastoral Familiar das prelazias de Itaituba, de Óbidos (Terra Santa, Oriximiná, Juruti, Alenquer), do Xingu (Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Anapu) e da diocese de Santarém. Assuntos como: Desafios de constituir família na atual sociedade e Família e a espiritualidade encarnada na Amazônia farão parte do conjunto de palestras.

Entre os palestrantes, estão confirmados: o bispo da prelazia do Xingu, dom Erwin Kraütler; o assessor nacional da Comissão Vida e Família da CNBB, padre Luiz Antônio Bento; a psicóloga e coordenadora da Pastoral Familiar do Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá), Fátima Barros e o pároco de Belterra, padre Auricélio Paulino.
Além de celebrações, o congresso terá ainda reflexões ligadas às crianças, jovens, sexualidade conjugal e espiritualidade familiar.

Mais informações: Braz Bentes – coordenador da Comissão de Pastoral Familiar da Diocese de Santarém: 9143-5206.

Fonte: CNBB

30 ANOS DOS VERBITAS NA AMAZÔNIA

Os verbitas, missionários da Congregação do Verbo Divino, completam 30 anos de missão na Amazônia. Para comemorar a data, foi preparada uma vasta programação que inclui palestras sobre a presença da congregação nos cinco Continentes, retiro, assembleia e exposições dos trabalhos realizados. Os eventos acontecerão entre os dias 08 a 17 e devem ter a participação de 34 verbitas de 10 países e aproximadamente 120 leigos representantes de municípios.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

COMISSÃO AVALIA PROJETOS DE EVANGELIZAÇÃO NA AMAZÔNIA

A partir de uma análise de conjuntura, a Comissão Episcopal Pastoral para a Amazônia realizou, ontem e hoje, sua reunião anual para avaliação e ideação de projetos para a Região Amazônica. A reunião contou com a participação de 11 bispos responsáveis pela Comissão nos regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e do padre da arquidiocese de Belém (PA) e membro da Comissão, o historiador Raimundo Possidônio, que fez a análise de conjuntura do encontro.
Padre Possidônio apontou a preocupação com a realidade da região como um dos pontos mais importantes do encontro. “A reunião é importante porque reflete a realidade da Região Amazônica considerando as preocupações. A riqueza da região, por exemplo, (rios, vegetação, minérios) é também a causa da pobreza da nossa população, que sofre com a industrialização e exploração dessas riquezas. Acabamos esquecendo o fundamental da Amazônia que é a pessoa humana”.
O padre avalia que o papel da Igreja na região é de se posicionar em favor da população. “É aí que entra o papel social e pastoral da Igreja, não só para criticar, mas para falar profeticamente e propor com outros seguimentos da sociedade, alternativas que aproveitem as riquezas e a dignidade das pessoas que estão na Amazônia. Essa é a nossa preocupação como pastores e igreja na Amazônia”.

Criar projetos adequados ao contexto da Amazônia, geridos na própria região e pelo próprio povo amazônida é o desafio para se produzir frutos na região, abaliza o sacerdote. “Discutimos os próximos passos que queremos dar, ao mesmo tempo nos preocupando com propostas viáveis, que entrem em um plano de pastoral que produza frutos. Queremos construir passos que ajudem nosso povo a ter esperança de um futuro melhor. Para que isso aconteça é preciso que as propostas sejam produzidas na própria região com a visão dos seus próprios protagonistas”.

Parceria é o caminho
O presidente do Regional Norte 1 da CNBB (norte do Amazonas e Roraima), e bispo auxiliar de Manaus (AM), dom Mário Pasqualotto, afirmou que parcerias entre pastorais e organismos são o melhor caminho para levar adiante os projetos para uma Amazônia mais igual. “É preciso que a Igreja no Brasil olhe para nossa realidade e nos ajude, envie pessoas preparadas para continuarmos os projetos para a região”, disse. Ele destacou o Encontro de Comunicação que aconteceu entre os dias 9 e 14, em Manaus, promovido pela Comissão para a Amazônia em parceria com a Pastoral da Comunicação (Pascom), um exemplo dos resultados positivos proporcionados pelas parcerias. “Foi uma semana de formação para agentes de comunicação, que teve a colaboração de vários regionais. Ao todo, 109 pessoas participaram, apesar de ser difícil reunir tanta gente na Amazônia, pelas dificuldades da região, mas a parceria deu certo”, frisou.

Fonte: CNBB

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A PRESENÇA FRANCISCANA NA AMAZÔNIA

A Custódia Franciscana São Benedito da Amazônia comemorou em 2007, 100 anos da presença franciscana na Diocese de Santarém, onde está a sede desta Província. Os primeiros missionários franciscanos chegaram à Amazônia brasileira em 1617. Retornaram depois da expulsão do Marquês de Pombal. E Mantém uma presença ininterrupta desde 1907.

Em 21 de setembro de 1903, o Papa Pio X criou a Prelazia de Santarém, tendo como prelado o padre Frederico Benício de Souza Costa, que enfrentou muitas dificuldades na região sugeriu ao Papa que entregasse a Prelazia a uma Ordem religiosa. O Papa Pio X, acolhendo o pedido do então prelado, decidiu entregar a Prelazia de Santarém aos cuidados dos frades menores. Foi assim que, em 03 de agosto de 1907, chegavam a Santarém os frades: Frei Armando Balhmann, novo Prelado de Santarém, acompanhado de Frei Capistrano Niggemeyer e do Irmão Frei Camilo Lauer. Em 1909, a Província de Santo Antônio assumiu a responsabilidade de manter frades na Prelazia, marcando assim a segunda etapa da presença franciscana na Amazônia.

Em 1943, quatro frades norte-americanos da Província do Sagrado Coração de Jesus, com sede em St. Louis, reforçaram esta presença. Em 1958, a Custódia do Sagrado Coração assumiu a Prelazia de Santarém, hoje diocese. Os frades da Província de Santo Antônio seguiram para a prelazia de Óbidos. Em 1990, os frades presentes na Amazônia quiseram unir-se em uma fraternidade, juntando-se a alemães, norte-americanos e brasileiros, criando a Custódia São Benedito da Amazônia.
Hoje, a Custódia é composta por 40 frades de profissão solene, 4 de profissão temporária, 4 noviços e 8 postulantes. As fraternidades estão espalhadas na imensa Amazônia, do extremo Oeste – Boa Vista (RR) ao extremo Leste - Belém (PA), estão assim distribuídas: Boa Vista ; Itaituba; Jacareacanga e Missão; Monte Alegre; Óbidos; Santarém: Cúria Custodial – Postulantado; Noviciado; Manaus – Filosofia/Teologia; Frades em Estudos fora da Custódia – Petrópolis, Salvador, Roma, Jerusalém.