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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Nova presença Franciscana na Amazônia

Um percurso de alguns anos, com debates e reflexões em diferentes instâncias sobre o tema da Amazônia, levando em consideração a nossa presença histórica e os desafios atuais, nos impeliu a elaborar o projeto de uma presença renovada e com novas sensibilidades.
O nosso Capítulo geral de 2009 optou por assumir o compromisso de um Projeto Integral na Amazônia mediante o reforço da presença histórica, a criação de novas Fraternidades e uma rede de solidariedade em âmbito de toda a Ordem, da Família Franciscana e de outros grupos. Tal decisão capitular, de número 24, passou a ser denominado Projeto Amazônia e que se situa em meio a outras decisões de caráter claramente missionário.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

CARTA DE DOM ROQUE A CFMB SOBRE A PRESENÇA FRANCISCANA EM BOA VISTA- RORAIMA

Boa Vista, RR, 13 de setembro de 2010.


Estimados irmãos da Conferência dos Frades Menores do Brasil.


Paz e bem!


Aproveito a oportunidade de escrever aos senhores Ministros Provinciais e Custodiais do Brasil para manifestar, em nome da nossa Igreja Particular de Roraima, a nossa gratidão pela missão que a CFMB mantém aqui desde o início dos anos noventa.

É bom que se diga que, ao longo dos anos, os frades sempre foram e continuam sendo uma presença de comunhão com toda a caminhada da nossa Diocese.

A experiência da periferia de Boa Vista, constituindo uma rede de comunidades com a Diaconia Missionária São Bento, investindo bastante na formação das nossas lideranças, constituindo assim a experiência de uma Igreja toda ela ministerial. A presença junto dos jovens é uma marca registrada da fraternidade.

É louvável o empenho dos frades em trabalhar para ajudar a Igreja a encontrar caminhos de auto-sustentação, desenvolvendo a Pastoral do Dízimo e promovendo a solidariedade entre as Comunidades, com eventos em vista da aquisição de terrenos para as novas Comunidades e a construção de seus templos.

Os frades têm procurado desenvolver um trabalho junto a grupos de geração de renda, ajudando-os a encontrar luzes diante de um mundo que exclui cada vez mais os pobres.

A participação dos freis no Conselho Municipal do Meio Ambiente de Boa Vista é também um sinal muito promissor de um trabalho que ultrapassa as paredes dos templos e se faz presença profética na esfera governamental, dando visibilidade às iniciativas que eles já desenvolvem junto às comunidades em relação ao cuidado com a obra da criação.

O trabalho da Comissão Pastoral da Terra ganhou um impulso novo com a vinda dos frades e, de modo particular, o carisma e o profetismo do nosso saudoso Frei Artur. Numa situação muito delicada que enfrentávamos com a CPT, o Frei TEO retomou o caminho. Mais tarde, o Frei João Messias ajudou a manter a marca do franciscanismo e atualmente o Frei Pedro prossegue este caminho.

Destaca-se que desde o inicio da presença dos freis aqui em Roraima, a atuação pastoral aconteceu com acentos diferentes. No trabalho com ao indígenas (constantes conflitos nas suas terras), com o povo dos assentamentos, nas comunidades da periferia de Boa Vista e até mesmo em alguns serviços diocesanos.

Atualmente os três frades estão ajudando em trabalhos em nível diocesano:
Frei Armando compondo a equipe diocesana de Formação e ministrando aulas no curso de Teologia para Leigos e Leigas;
Frei Inácio mantém um programa diário na nossa emissora de Rádio;
Frei Pedro, colaborando na CPT e também dedicando um dia por semana para ajudar na Fazenda da Esperança, inaugurada ha poucos meses.

Senhores Ministros, quando falamos em Diocese de Roraima, falamos da realidade dura e sofrida de todo um Estado da Federação, com uma forte corrente migratória que não cessa. Segundo a projeção do IBGE, a população deverá duplicar até o ano 2020.

Pedimos, com muita confiança, que a CFMB, possa dar seguimento a missão aqui entre nós. Sonhamos em poder contar com um frade que possa ajudar a articular mais fortemente o trabalho ligado às questões da terra.

Estimados irmãos, estou colocando apenas alguns tópicos, para agradecer de coração e reconhecer a dedicação dos senhores com as Províncias e Custódias a fim de levar em frente o compromisso com a missão de Roraima.

Deus seja louvado por tudo.

Coloco-me à disposição dos senhores, pedindo que rezem por mim.


+ Roque Paloschi
Bispo da Diocese de Roraima




quinta-feira, 30 de setembro de 2010

CARTA SOBRE A PRESENÇA FRANCISCANA EM BOA VISTA - RORAIMA

Porto Alegre, 29 de setembro de 2010.

Estimados Irmãos e estimadas Irmãs.

Paz e bem!

Escrevo aos confrades da CFMB (Franciscanos Menores do Brasil) e aos Irmãos e às Irmãs, leigos e leigas, das nossas presenças evangelizadoras. Todos nós somos ‘franciscanos e franciscanas’. Quero partilhar alguns elementos da minha visita a Boa Vista, Roraima, inícios de setembro, pp.

Em Roraima há uma só Diocese. O Bispo atual é Dom Roque Paloschi. O Estado conta com 450.000ha. O povo de Roraima não tem uma identidade cultural definida. Isto porque é oriundo de vários Estados da Federação, principalmente do Maranhão e do nordeste brasileiro, mas também há pessoas do Centro do país e mesmo do Sul. Os Freis do Brasil assumiram uma Missão em Roraima, que fica no extremo Norte do país, desde 1993. Ali há muita carência de missionários e de missionárias. Hoje, ali trabalham, na Diocese, missionários de 16 países.

A casa dos Frades é ponto de referência na Missão. É lugar tranqüilo, com grande variedade de árvores frutíferas; há lugar ao redor da casa, espaço para criação de galinhas e uma cabra. Está localizada na periferia de Boa Vista. É lugar de retiros, por ser lugar lindo e de muita sombra, e também por não haver ainda espaços construídos para maiores encontros. Nossos 03 Freis missionários levam vida simples, pobre..., franciscana. Têm bons tempos de convivência, de oração e de organização do serviço evangelizador. Não têm cozinheira e fazem todos os serviços da casa. Os Freis missionários mantêm boa relação com a Diocese e demais missionários. Na Diocese não há paróquias, mas áreas missionárias. Os missionários da CFMB atendem 19 comunidades. Sentem a urgência de organizar outras 5 ou mais, nas direções para onde a cidade está crescendo. Ali é preciso comprar o terreno e depois construir para a vida da comunidade (salãozinho, salas de encontro de formação e lugar de oração – Capela). Os Freis investem muito na formação de lideranças. Há muitas crianças e jovens. É um povo alegre, vivaz e disposto. Os missionários da CFMB dizem: “Aqui alimentamos e vivemos nossa utopia franciscana e evangelizadora”. Estão bem e felizes.

Como os 03 Freis e a Ação missionária são sustentados?

1. Com o seu trabalho, recebem pagamento da Diocese. Dom Roque ajuda, no valor que lhe é possível, cada missionário ou missionária.

2. Nós Freis, das Onze Entidades, contribuímos com o que vier a faltar para a vida dos Freis.

3. A Ação missionária (compra de terrenos para Comunidade, construção de Capelas, de salas de formação e salão para os encontros maiores das comunidades) é sustentada por várias fontes de ajuda: pela Diocese, pelas próprias Comunidades que se entre ajudam, e por nós, leigos e leigas das nossas presenças evangelizadoras, em todo o Brasil, através de Coletas e ajudas espontâneas. No ano de 2009, nossa Coleta somou R$ 56.000,00. Essa quantia já está sendo usada pelos Freis, para a Ação missionária. Nós sabemos que isso não é muito. Por isso precisamos continuar a ajudar nossos irmãos e nossas irmãs na fé, de Boa Vista, a construir o Reino de Deus, na Igreja de Roraima. Só na Área onde nossos Freis missionários trabalham moram ao redor de 150.000 pessoas. A carência é grande. Cerca da metade da população de Roraima é de igrejas pentecostais. Na minha visita aos Freis, entre os dias 03 a 07 de setembro, combinamos que eles prestarão contas dos investimentos de nossas Coletas. Isso chegará a nós, através dos Freis. Além disso, os Freis missionários vão, periodicamente, escrever do que ali acontece para irmos acompanhando nossa missão. Essas correspondências chegarão a nós através dos Boletins das Províncias, Custódias e Fundações, e das Paróquias e presenças evangelizadoras.

Os Freis responsáveis pelo nosso Serviço missionário ainda irão encaminhar nova ajuda missionária para a nossa Missão em Roraima. Penso que posso, em nome daquele povo de Boa Vista, agradecer pela ajuda que já receberam, bem como pedir as bênçãos de Deus pelas futuras ajudas. Que Deus os recompense!

Irmãos e Irmãs, creio que essas poucas linhas oferecem uma imagem da nossa Missão no Norte do Brasil. Creio que, de ora em diante, precisamos manter nossa correspondência aberta. Contamos com notícias de nossos Missionários. Hoje, em nome de todos nós e com nosso apoio, prece e sustento, ali trabalham os Freis Armando Mariani, Pedro Geremias Bruxel e Inácio Dellazari.

Que Deus continue abençoando nossa Missão e nossos missionários. E que não faltem Missionários para a Messe do Senhor. Rezemos, pois!

Em Cristo e Francisco, seu irmão,

Frei João Inácio Müller, OFM,

Presidente da CFMB.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

05 DE SETEMBRO - DIA DA AMAZÔNIA

Venho, por meio desta, lembrar todos os confrades e comunidades que no próximo dia 05 de setembro celebramos o “Dia da Amazônia”. Nesta data, como já combinado na última assembleia do SIFEM e a pedido da CFMB, devemos lembrar em nossas comunidades e suas celebrações do fim de semana mais próximo do dia 05 o nosso compromisso com a Amazônia e com toda a sua realidade, sobretudo, neste momento que gestamos novos projetos de presenças naquelas realidades, tanto em nível de CFMB quanto de UCLAF/OFM. Estes projetos precisam tornar-se realidade o quanto antes, pois tempo urge. Então devemos nos empenhar no compromisso e na disponibilidade de orações, irmãos e financeiro.

Por isso, o convite é que além das orações neste fim de semana, cada comunidade se empenhe em fazer ao menos uma coleta no próximo fim de semana que se reverta para o fundo das missões da CFMB na Amazônia que está sendo custodiado na Custódia de São Benedito da Amazônia.

1 – A importância da Amazônia para a Ordem dos Frades Menores

a) Peculiaridades da Amazônia: riqueza natural. "A Amazônia é um dos maiores, diversos, complexos e ricos biomas do mundo. Vista a partir do cosmo, a Amazônia pan-americana ocupa uma área de 7,01 milhões de Km² e corresponde a 5% da superfície da terra, 40% da América do Sul, 59% do Brasil. Contém 20% da disponibilidade mundial de água doce não-congelada e 80% da água disponível no território brasileiro. Abriga 34% das reservas mundiais de florestas e uma gigantesca reserva de minérios. Sua diversidade biológica de ecossistemas, espécies e germoplasma é a mais intensa e rica do planeta: cerca de 30% de todas as espécies de fauna e flora do mundo encontram-se nesta região. O sistema fluvial Amazonas-Solimões-Ucayally representa o mais extenso rio do mundo, com 6.671 Km; a bacia hidrográfica do rio Amazonas é constituída por cerca de 1.100 rios, e o rio Amazonas joga no Oceano Atlântico entre 200 a 220 mil metros cúbicos de água por segundo, o que representa 15,5% de toda água doce que entra diariamente nos oceanos" (CF 2007, 15).

Riqueza humana e cultural: A Amazônia conta com uma população de 23 milhões de habitantes, entre os quais 165 são povos indígenas e 65 povos são não contactados. Além da rica biodiversidade, nela se encontra uma rica diversidade cultural, lingüística e religiosa. Em particular os povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas vivem em harmonia com a natureza e mostram que é possível conviver com a floresta e os rios sem a necessidade de mercantilização e devastação.

b) Os desafios atuais: a Amazônia sofre os efeitos devastadores da lógica da mercantilização de todas as coisas. Ela desafia a recolocar a pessoa humana no “jardim”, a recuperar a sacralidade do cosmo e recriar as relações de reciprocidade e de fraternidade entre todas as criaturas. Os povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas carregam em si as sementes que nos ajudam a adquirir uma nova visão da vida.

A Amazônia é atualmente palco de no mínimo duas vertentes fundamentais de um novo colonialismo: o avanço do agronegócio, das mineradoras, das madeireiras e outros projetos de exploração que implicam numa ampla devastação e destruição das florestas, dos rios e das populações tradicionais; a privatização e apropriação de vastas áreas de florestas em vista do acúmulo de créditos de carbono e dos recursos genéticos, sendo que as populações ali existentes são pagas para conservar, porém lhes é tirada a condição de sujeito social (colonialismo verde). Junto se verifica o progressivo processo de privatização da água doce, uma rápida degradação do ambiente onde se localizam as principais nascentes dos grandes rios da bacia amazônica, a presença de rotas de tráfico de drogas, a invasão dos grupos econômicos com seus grandes projetos de exploração que forçam as populações a migrarem para os grandes centros urbanos, onde caem na miséria, na prostituição, nas drogas, etc.

c) A presença franciscana: os frades menores estão presentes nesta região desde o século XVI. Ao longo deste tempo a presença franciscana se manteve praticamente ininterrupta. A partir dos inícios do século XIX, esta presença se diversificou e ampliou com a vinda dos frades capuchinhos, da TOR e das congregações franciscanas femininas. Esta presença tem a característica de ser pouco numerosa e desarticulada entre si e predominantemente de missionários/as estrangeiros/as. A partir do século XX, a Igreja confiou grandes territórios de missão (Prelazias, Prefeituras e Vicariatos) aos franciscanos em seus diferentes ramos.

d) Lugar de missão franciscana: a Amazônia carrega em seu ventre sementes e paradigmas que significam o futuro do planeta e da humanidade. A sua imensa riqueza natural pode representar um ponto de equilíbrio no conjunto da nossa casa comum. A sua variada riqueza humana, cultural e religiosa pode contribuir para um novo estilo de vida em base à gratuidade, simplicidade, reciprocidade, dignidade, sacralidade, sentido da festa. Esta realidade nos desafia ao diálogo ecumênico, inter-religioso e inter-cultural.


Nós, a partir do carisma franciscano, podemos encontrar neste chão, condições favoráveis para resgatar muito da vitalidade das nossas origens: a visão da sacralidade de toda a criação, as relações de reciprocidade, de fraternidade, de não-apropriação das coisas e da terra, a austeridade, a itinerância e a mobilidade.

Por outro lado, somos desafiados a dar a nossa contribuição no que tange as realidades fundamentais: defesa e promoção da vida; valorização da diversidade cultural e aprendizagem dos processos de inculturação; acolhida da religiosidade popular; compromisso com a integridade da criação; sintonia e comunhão com a Igreja local na busca por encarnação na realidade e por uma evangelização libertadora.

Iluminados pelo Espírito do Senhor, inspirados pelo carisma franciscano e obedientes aos documentos da Igreja (Documento de Aparecida) e da Igreja da Amazônia (Documento “Discípulos Missionários na Amazônia”), sob a proteção de Nossa Senhora da Amazônia e sensibilizados pelos clamores dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, populações das periferias, migrantes e refugiados reafirmamos o nosso compromisso com a missão neste chão.
Quem nos convoca é o próprio Deus Trindade. Nossa resposta de frades menores, à luz dos sinais dos tempos, a serviço do Reino de Deus, é a de sermos fiéis discípulos e missionários de Jesus Cristo e fiéis a S. Francisco e seu/nosso carisma. Também, pedimos à Mãe de Deus que zele por todos os povos da Amazônia. Ela, que é a estrela da evangelização, guie os nossos passos no caminho do Reino: Mãe Nossa, protegei a família brasileira e latino-americana e ajudai-nos a fazer tudo o que o vosso Filho nos disser. Amém!

Frei Fernando Ap. dos Santos, OFM
Coordenador do SIFEM/CFMB

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PORTADORES DO DOM DO EVANGELHO NA AMERICA LATINA E CARIBE


No domingo, dia 8 de agosto de 2010, às 15 horas, em Ipacaraí, no Paraguai, Frei Gustavo Rodríguez, presidente da UCLAF, fez a abertura oficial da XXI Assembleia da União das Conferências Franciscanas da América Latina e Caribe.
O ministro da “Custódia Frei Luis Bolaños”, a anfitriã do Congresso, Frei Iñaki Galarraga, fez esta fraterna acolhida a todos: “Sejam bem vindos a esta formosa terra. Muitos irmãos trabalharam para que nos sintamos bem nesta Assembleia e agradeço a todos por isso. Recebê-los no Paraguai é motiv
o de grande alegria. Sintam-se em casa. O país é pobre e tem limitações, mas nossa gente é hospitaleira e de coração grande”.
Na abertura, deu-se destaque às presenças do Ministro Geral, Frei José Rodríguez Carballo e dos Definidores Gerais para a América Latina e Caribe, Frei Nestor Schwertz e Frei Julio Bunader.Após a apresentação da agenda, do horário, d
os serviços e uma amostragem breve de cada Conferência da UCLAF, Frei José Rodrigues Carballo dirigiu sua exortação a todos os participantes do Congresso, discorrendo sobre os seguintes temas:1. A MISSÃO EVANGELIZADORA. 1.1) Missionário no mundo, como Irmãos Menores, de coração votado ao Senhor. 1.2) Habitados pelo Evangelho para ser portadores do dom do Evangelho. Destacando, aqui, os pilares da refundação da nossa vida e missão e a revitalização do carisma: a espiritualidade, a fraternidade e a missão.
2. CHAMADOS PARA CHAMAR – A urgência da revitalização da Pastoral Vocacional, pastoral que se inicia com o testemunho da nossa qualidade de vida: “Vinde e vede”.
3. O REDIMENSIONAMENTO: Em cada entidade da UCLAF há a necessidade de algum redimensionamento interno, pois há uma desproporção entre compromissos pastorais e forças, para não corrermos o risco da autodestruição. E quando se fala em redimensionamento estamos pensando em primeiro lugar em revitalizar o carisma, em recriar nossa vida e missão à luz das exigências da nossa forma de vida.


4. O PROJETO AMAZONAS (decisão 24 do Capítulo Geral 1009). O Ministro incentivou a UCLAF a abraçar esta decisão capitular que veio como proposta da própria UCLAF. Disse o Ministro: “O projeto Amazonas é ambicioso e necessita de todos para chegar à realização... não basta uma nova fraternidade interprovincial”. O que o projeto deve levar em conta é a “força humanizadora do Evangelho, o cuidado e a integridade da criação, a defesa e a promoção das culturas autóctones”. Por isso, necessita de irmãos bem preparados.
A partir da segunda-feira, dia 9 de agosto, os ministros provinciais se debruçaram sobre três questões básicas: 1. O Projeto Amazonas – decisão 24 do Capítulo Geral; 2. Formação de missionários; 3. Estatutos da UCLAF.
1. O PROJETO AMAZONAS
O Definitório Geral, avaliando e se posicionando frente aos projetos missionários aprovados no último Capítulo Geral, propõe: que “a principal responsabilidade dos projetos são os irmãos de próprio continente”. E, para tanto, pede às Conferências que apresentem os projetos com propostas que deverão ser desenvolvidos com equilíbrio, projetos realistas tanto do ponto de vista do pessoal como do econômico. Cada projeto deverá, antes de tudo, discernir e propor critérios de ação para o nascimento, a potencialização e o despertar carismático da nossa vida. Isto quer dizer: a qualidade de vida evangélica deve estar acima de qualquer outro aspecto. E ainda: se não houver solidariedade fraterna e colaboração (de cada frade e de cada entidade), estes projetos não terão vida longa!
Assim sendo, o XXI Congresso da UCLAF, depois de intenso trabalho, elaborou uma proposta ao Governo Geral sobre o projeto da presença integral na Amazônia.

2. Projeto FORMAÇÃO DE MISSIONÁRIOS
Esta proposta veio à luz na XX Assembleia da UCLAF em Bogotá. Tratava-se da possibilidade de se criar na América Latina um centro de formação de missionários para a América Latina e Caribe. Este projeto foi trabalhado particularmente pela Conferência do Cone Sul (Argentina, Chile e Paraguai). Num segundo momento, uma comissão elaborou uma proposta específica, mais direcionada para a realidade da Amazônia. A XXI UCLAF retomou a questão. Temos, na América Latina, muitas outras frentes missionárias! Por isso, depois de muita ponderação e estudo, a Assembleia chegou à conclusão de que no momento não estamos em condições para assumir mais um projeto. Porém, não deveríamos ‘abortá-lo’! Há a necessidade de mais tempo de ‘gestação’! No momento devemos abraçar e dar mais vida às tarefas já assumidas e as que estão em andamento na UCLAF e também nas Conferências.

3. DIRETRIZES da UCLAF.
Frei Mauro Vallejo Lagos apresentou nesta Assembleia um pequeno livro que retoma a caminhada histórica da UCLAF, desde o seu nascimento até os dias de hoje. No Capítulo Geral de 1967, os 15 capitulares da América Latina tomaram a consciência da necessidade de uma “adequada renovação” dos frades do continente latino-americano às proposições da Igreja de Cristo emanadas do Concílio Vaticano II. Assim sendo, nos dias 17 a 25 de agosto de 1967, reuniram-se em Bogotá pela primeira vez, todos os superiores maiores da OFM da assim chamada “circunscrição latino-americana”, dividida em quatro conferências: do Norte, do Leste, do Oeste e do Sul. Hoje, essa “circunscrição” recebe o nome de UCLAF, isto é, a União das Conferências Latino-Americanas dos Franciscanos. A UCLAF necessita de normas para o seu bom funcionamento. Com o passar dos 43 anos de existência, ela foi aprimorando seus estatutos. Para esta XXI Assembleia, foram apresentadas algumas emendas de atualização dos estatutos que estavam em vigor. Estas foram estudadas, debatidas e aprovadas. Resta ainda a revisão e aprovação definitiva do Definitório Geral. A novidade maior é que a UCLAF terá um Conselho Diretor formado pelos quatro presidentes das Conferências, a saber: a Guadalupana (México, América Central e Caribe); a Bolivariana (Venezuela, Colômbia, Perú, Equador, Bolívia), a do Cone Sul (Chile, Argentina, Paraguai) e a Brasileira. E esse Conselho Diretor é animado por um presidente da Conferência anfitriã das Assembleias. Assim sendo, o novo presidente da UCLAF é Frei João Inácio Müller, atual presidente da Conferência Brasileira, uma vez que a nossa Conferência será a anfitriã da próxima Assembleia da UCLAF.

4. ASSUNTOS DIVERSOS:
4.1 O Master em Evangelização: Frei Sinivaldo Tavares apresentou um breve histórico, uma avaliação e perspectivas para o Curso Master em Evangelização, que é administrado em nome da Ordem no Instituto Teológico Franciscano, Petrópolis. Os Provinciais da UCLAF se comprometeram em dar vida e vigor a este curso.

4.2 Curso da JPIC: A Conferência Bolivariana apresentou o curso da JPIC que acontecerá entre os dias 29 de novembro a 10 de dezembro em Cochabamba, no centro de Espiritualidade Franciscana.
4.3 Curso de Formadores: A Conferência Guadalupana está organizando um Curso de Licenciatura para Formadores na América Latina. Oportunamente nos enviarão detalhes sobre o tempo e a forma deste curso.

4.4 Haiti: Frei Raul, Provincial da Guatemala, apresentou, em breve relato, a situação do Haiti e dos frades que lá trabalham. Agradeceu de coração toda a colaboração vinda da Ordem. A situação continua dramática uma vez que as ajudas internacionais não estão chegando por falta de credibilidade administrativa. Os frades, psicologicamente abalados, estão sofrendo. Como gesto de coerência, solidariedade e comunhão com o povo, os confrades não estão reconstruindo suas habitações.

4.5 Encontro com os Definidores Gerais: Nesta XXI Assembleia houve um momento de diálogo com os dois Definidores gerais para a América Latina, Frei Nestor e Frei Julio. Eles trataram das seguintes questões: a) Os Vicariatos na Conferência Bolivariana; b) pedido de um irmão que se dispõe a ajudar no Arquivo da ordem, com direito a um curso na área; c) as várias comissões: estudo interdisciplinar, estruturas de governo na Ordem, abandonos na Ordem, contemplação, sustentação à missão e evangelização e pastoral Educativa; d) Diálogo inter-religioso e a celebração dos 25 anos do Espírito de Assis; e) Questões econômicas: taxas, bolsas d estudo etc.; f) A carta do Ministro Geral para a festa de São Francisco terá como tema: “São Francisco e o Sacerdócio”

4.6 No próximo ano de 2011 acontecerão dois encontros do Governo Geral da Ordem com as Conferências da UCLAF. As conferências do Cone Sul e Brasileira terão seu encontro em Manaus, entre os dias 26 a 31 de março de 2011; a Bolivariana e Guadalupana, nos dias 22 a 27 de março.

Ipacaraí, Paraguai, 08 a 14 de agosto de 2010

fonte:http://migre.me/15CZb

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

CFMB: ECÔNOMOS SE REÚNEM EM BELO HORIZONTE

Teve início na manhã desta terça-feira, 3 de agosto, no convento são Francisco das Chagas, em Belo Horizonte, MG, o encontro de ecônomos da Conferência dos Frades Menores do Brasil (CFMB).

Participam seis freis frades responsáveis pela dimensão econômico-administrativa de suas respectivas entidades. O encontro está sendo coordenado pelo Ministro Provincial da Província Santa Cruz, Frei Francisco Carvalho Neto, indicado para o acompanhamento da dimensão econômica da Conferência.

O tema inspirador é “Por uma política econômica Franciscana”. Dentre os assuntos que serão tratados está a implementação da legislação civil em entidades religiosas e filantrópicas. Os frades contarão com a assessoria do Dr. Helton José Figueiredo (contador), Sr. Carvalho (advogado tributarista) e Luana (assistente Social), que prestam serviços à Província Santa Cruz.

Na pauta do encontro consta o Estatuto Social, a filantropia, a cisão entre entidade civil e religiosa, patrimônio, balanços e auditorias, a fiscalização virtual e sistema. Na manhã da quinta-feira, dia 5 de agosto, serão analisadas as Ratio Oeconomicas de duas províncias, Santa Cruz e Imaculada Conceição (as únicas que apresentaram seus documentos) – serão discutidos também o papel do ecônomo da fraternidade, a partilha de bens e solidariedade para finalmente se chegar a possíveis parcerias de projetos entre as entidades.

Participam deste encontro:

Frei Leocir Carraro – Custódia das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MS)
Frei José Valdir Heinen – Província São Francisco de Assis (RS)
Frei Flávio Loreto – Província Santíssimo Nome de Jesus (GO)
Frei Mario Tagliari – Província da Imaculada Conceição do Brasil (SP)
Frei José Robério – Província Santo Antônio (PE)
Frei Alexandro Rufino – Província Santa Cruz (MG)
Frei Francisco Carvalho Neto – Província Santa Cruz (Ministro Provincial)


Por Frei Oton Júnior, ofm